Sistema Maxi de Ensino Edição nº 41 Novembro de 2007
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Irmãos, para que servem?

 

"Irmãos só servem para azucrinar a vida da gente!" Isso é o que muito falam, mas, na prática, eles não conseguem viver longe um do outro. "A gente briga muito, mas logo se entende", esse discurso faz parte de uma relação normal. A convivência com os irmãos é a primeira escola da vida social de uma pessoa.
A chegada de um novo irmão nem sempre é bem aceita pelo primogênito. Ele deixa de ser o centro das atenções para dividir o espaço com outro "quase estranho". O que ele não imagina é a real importância que esse "invasor" do seu lar terá em sua própria vida. Os sentimentos ambíguos entre os irmãos, como ciúme x admiração, briga x carinho, amor x ódio são naturais e, mais do que isso, fundamentais para o desenvolvimento deles. A relação entre irmãos pode ser considerada como o primeiro laboratório social do indivíduo, já que é base para o desenvolvimento de cada um. Por isso, a relação de ambigüidade, dentro dos limites, é saudável.
Os irmãos são as pessoas mais próximas, com os quais se trocam os principais comportamentos sociais: a partilha, a compreensão, a ternura, a raiva, a solidariedade, o ciúme, a cumplicidade, a inveja, o espírito de competição e muitos outros. Juntos, eles vivem dentro de casa as mais diversas situações que, naturalmente, terão que enfrentar durante toda a vida. Independentemente da idade, os irmãos podem ter uma relação bem-sucedida e saudável. Quase sempre a rivalidade da infância dá lugar à amizade e à admiração na fase adulta. Confira a opinião dos jovens do Colégio Maxi.


 

"Tenho uma irmã apenas, a Juliana, de 11 anos. Por conta disso sou mais conselheira, ajudo nas tarefas e levo-a junto comigo quando saio com minhas amigas, quando vou ao shopping ou ao cinema. Ela é quietinha e não me atrapalha. Também pego no pé e peço para ela estudar mais, ter mais atenção e ser mais organizada. Às vezes ela me ouve, outras vezes não. Não é sempre que estamos numa boa. A gente briga também. Mas quando meu pai briga com ela, eu a defendo. Tento influenciar algumas escolhas dela, mas ela acolhe minha opinião só de vez em quando. No geral vivemos bem. Só saio do sério quando estou estudando e a Juliana me incomoda ou quando estou vendo TV e ela quer outro canal".

Tatiana Mari Tanaka, 16 anos, 2ª série do Ensino Médio


 

"Preciso da minha irmã, acima de tudo. Meus pais são de Iturama, MG. Moro com minha irmã Cristina, de 25 anos, há três anos. A gente se cuida, se ajuda, se apóia e divide as tarefas de casa. Ela é minha família aqui. Mas não é só ela quem cuida. Esses dias a Cristina ficou doente, e eu segurei as pontas. De vez em quando a gente briga e se estranha, mas passa logo. Eu brigo com ela, mas se alguém brigasse ou a ofendesse eu não aceitaria. Vou sempre ficar do lado da minha irmã. Dependendo da situação, peço a opinião dela ou um conselho. Não tenho mãe aqui, é ela quem me orienta. Falo com ela quase tudo, só alguns segredos que prefiro partilhar com os amigos, pois fico sem graça, afinal ela é minha irmã mais velha. Tenho outro irmão, o Ricardo, 24 anos, mas ele mora em Iturama também".

Augusto Lima e Silva, 16 anos, 2ª série do Ensino Médio


 

"Sou a mais velha em casa e tenho outros três irmãos, o Bruno, de 14 anos, a Natália, de 7 anos, e a Isabela, de 3 anos. Como a diferença de idade é grande, as brigas acontecem com certa freqüência. Não são sempre os mesmos motivos, mas cada hora é um se estranhando com outro. O que equilibra é o temperamento do meu pai. Ele é brincalhão e extrovertido e, quando está tudo bem em casa, nos divertimos muito. Apesar de ser a irmã mais velha, não banco a mãe. Estou em fase de vestibular e não tenho tempo de cuidar dos meus irmãos. Meus pais sabem disso e colaboram. Até porque a caçula, de 3 anos, não gosta de ficar comigo. Sou meio estressada. Criança faz birra e isso me tira do sério. A Isabela fica melhor com a Natália, de 7 anos; isso quando as duas não estão brigando também. No geral, não há santo algum, todos, incluindo eu, aprontamos vez ou outra. Meus irmãos não interferem na minha vida, exceto quando penso em levar minhas amigas para casa. Até penso, mas desisto antes. Eles não são moleza".

Mariana Caroline Brancalhão Guerra, 17 anos, 3ª série do Ensino Médio


 

"Tenho apenas um irmão, o Rodrigo Seide Matsuda, de 17 anos. Não somos de brigar, mas, quando acontece, a coisa é feia. Mesmo assim, logo fazemos as pazes. Só nos desentendemos porque ele me provoca. Como sou esquentado, me irrito. Fico bravo quando vejo que ele consegue algo e eu não. Quando a gente era criança, ele sempre pulava corda mais rápido que eu. Isso me aborrecia. Hoje, não sinto mais ciúmes, mas vejo como motivação para fazer igual, ou seja, para ter um bom desempenho. Somos amigos, porque sei dos segredos dele e ele sabe dos meus. Também nos divertimos juntos, jogamos futebol e vamos às mesmas festas. Eu sou mais responsável. Ele é muito distraído, esquece os recados importantes e os compromissos. Tenho que ficar ligado por ele. Já nos estudos, ele é mais dedicado e esforçado que eu. Nesse ponto ele me influencia positivamente".

Thiago Yudi Matsuda, 16 anos, 2ª série do Ensino Médio


 

"Tenho quatro irmãos. A Jéssica, de 16 anos, e o César, de 19 anos, moram comigo. Os outros dois, o Eduardo, de 4 anos, e a Natália, de 1 ano, não moram. Eu e a Jéssica brigávamos bastante quando éramos crianças, mas hoje é bem diferente. Divido o mesmo quarto com ela e não tenho problemas com isso. Quase não temos atrito e, quando acontece, é por bobeira, mas logo estamos numa boa, rindo da situação. Esses dias estávamos assistindo a um filme e ela começou a puxar minha coberta, me irritando. Bati nela com o urso de pelúcia e depois acabamos rindo daquela bobeira. Já com o César, quase nunca brigamos, talvez pelo fato de ele ser homem ou pela diferença de idade. A Jéssica é uma grande amiga e me ajuda nas questões escolares. Como é mais velha peço conselhos, porque sei que já passou pelas mesmas coisas que eu. A gente conversa sobre tudo e o nosso gosto é bem parecido. O meu irmão tinha um pouco de ciúmes de nós duas, por sermos meninas, mas agora ele está namorando e não fica tanto no nosso pé".

Yvi Leise Rosa Calvani, 14 anos, 1ª série do Ensino Médio


 

"Tenho dois irmãos, a Adna, de 21 anos, e o Renan, de 15 anos, que também estuda no Maxi. Com o Renan sou mais amigo e mais companheiro. Talvez porque nossa idade seja mais próxima e porque dividimos o mesmo quarto desde criança. Não curto ficar sozinho, por isso gosto de dividir o quarto com ele. Conversamos sobre tudo e, às vezes, brigamos também. Já com a Adna a relação é de mãe para filho. Quando a minha mãe não está em casa, é ela quem dá as ordens, chama a atenção minha e do meu irmão, cobra o serviço que não fizemos – tipo lavar a louça – e fica de olho na gente. Com ela a conversa é mais séria. Em compensação ela conta comigo para muitas coisas. E na hora "h" é com ela que eu conto também. Meu irmão é mais companheiro de bagunça. De nós três, eu sou o que mais leva bronca dos meus pais, mas injustamente. É sempre assim: minha mãe pede algum serviço em casa para mim e para meu irmão. Se a gente não faz, quem leva a culpa sozinho sou sempre eu".

Ariel de Moura Fereli, 19 anos, extensivo
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