Sistema Maxi de Ensino Edição nº 41 Novembro de 2007
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Verdades que Precisam ser Ditas
Por Virgílio Tomasetti Jr. - Diretor Pedagógico do Colégio Maxi de Londrina

 
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Em decorrência da entrevista intitulada "Por que ninguém luta pelos direitos da maioria?", publicada no Jornal Folha de Londrina, no dia 8 de abril de 2007, fui, ao mesmo tempo, criticado e enaltecido pelos leitores (porém, mais enaltecido) por manifestar minha repulsa à falta de punição dos delinqüentes em sala de aula. Disse e reafirmo "não queremos delinqüentes junto a pessoas normais. Nenhum professor vai querer dar aula para um aluno, sabendo que será agredido na aula seguinte".
Infelizmente, os direitos de poucos grupos se sobrepõem aos da imensa maioria, e essa maioria vive atemorizada pelos infratores. Por exemplo: numa sala de 35 alunos, dois alunos não podem, de maneira alguma, perturbar o direito dos demais ao estudo. Por mais óbvio que isso possa parecer, encontramos no Brasil mais pessoas e entidades defendendo os dois infratores do que apoiando o desejo de estudo dos outros 33.
Em termos escolares, não existe educação sem disciplina. Se esta não ocorre espontaneamente, é necessário orientação. Se ainda assim ela não acontece, o instrumento é a coerção. Temos que exigir e coagir os infratores a respeitar o direito da maioria, qual seja, dos 33 alunos que desejam estudar e se desenvolver como cidadãos éticos e morais.
As escolas, de modo geral, não sabem fazer uso dos seus direitos. Se um professor é agredido verbalmente ou fisicamente, ele tem o direito de levar o aluno ou seus representantes legais à justiça. Por mais evidente que seja essa conduta, amparada pelas leis brasileiras, o que vemos, na prática, são professores acuados pelo excesso de direitos conferidos aos menores de idade. Quanto mais cedo a sociedade se mexer, mais rapidamente os direitos da maioria serão respeitados.
Recentemente, o empresário João Doria foi ridicularizado pelos políticos de plantão porque encabeçou o movimento denominado "Cansei" - Campanha do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, que foi veiculado na mídia para expressar a indignação dos brasileiros com os problemas do País. Quiseram transformá-lo em um protetor de "dondocas", ironizando suas iniciativas e ações, em especial a passeata que fez com cachorros. A reação de Dória veio com uma única frase, que silenciou publicamente muita gente: "Prefiro passear com cães a ladrões".
"Cansei" é a expressão de todos nós. Na verdade estamos cansados de muitos crimes e pouca impunidade; de muitos impostos e precários serviços; de muitas exigências e pouca atenção à violência; de muitas investigações e nenhuma cadeia aos políticos corruptos; entre outros.
Todavia, tenho esperança, como educador, de que a história caminha no sentido de mudar esse quadro desolador. O movimento "Cansei" é apenas mais um cansado, que, se somado a todos os outros, poderá fazer a diferença.
Resgato a última resposta que dei ao Jornal Folha de Londrina: "A escola intermedeia a educação. Ela não é tão doce como a família e nem tão dura quanto a sociedade". Por isso, como educador, digo que lutar pelo direito da maioria não é um pensamento elitista, mas realista. Reafirmo tudo o que disse e estou ainda mais convicto. Concordo que a violência seria reduzida em uma sociedade mais justa, mas vou esperar mil anos para isso? Certamente que não, pois, se um aluno agredir um professor em qualquer ponto do planeta, deve ser punido.
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