Sistema Maxi de Ensino Edição nº 36 Maio de 2005
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Meu valor está no que sou, não no que tenho...

Uma coisa é certa: a onda do consumismo não tirou a consciência sobre os verdadeiros valores da vida. O que está em jogo é o dualismo entre SER e TER. O que vale mais na vida: ser uma boa pessoa ou ter uma boa condição de vida? O melhor seria unir os dois, sem permitir que o dinheiro se sobreponha às questões humanas. O dinheiro traz segurança e conforto, mas não é o suficiente para fazer o ser humano feliz. Já dizia uma máxima: “Ninguém é feliz sozinho!”.

Nas rodas de amigos, que vale mais? Ter uma roupa legal, um sapato da moda, um visual transado ou simpatia, personalidade, carisma, amizade e companheirismo? A busca pelo TER é, muitas vezes, cansativa e frustrante. Até mesmo os executivos mais ricos do mundo afirmam não ter tudo aquilo de que gostariam. Saiba o que pensam os alunos do Maxi sobre esta questão.

Quais as coisas realmente importantes na vida? Ser reconhecido ou ser amado? Ser querido ou ser temido? Ter poucos e bons amigos ou uma grande galera para garantir a festa?

 

“Para mim a pessoa vale pelo que ela é. O que ela tem pode ir embora logo. O dinheiro pode-se perder da noite para o dia, mas não se perdem os verdadeiros valores. Mas, infelizmente, em nossa sociedade predominam os comportamentos voltados para os bens materiais. De modo geral, valoriza-se a aparência física. O homem deixa-se guiar pelos modismos e pelo consumismo exacerbado. O interesse em conhecer o interior da pessoa está em baixa já que somos julgados, primeiramente, por aquilo que aparentamos ou possuímos. Hoje, as pessoas se preocupam tanto em ter, que não percebem se o que já possuem não é o suficiente. Precisamos começar a buscar pelo SER, pois ele é eterno. O TER é passageiro e, mesmo que dure muito tempo, não traz felicidade”.
Laira Marion, 3P3
17 anos

 

“Para mim, o que vale é o caráter e a personalidade. A pessoa que sabe SER tem dignidade e não se deixa influenciar por aquelas que só valorizam o TER. Isso sempre existiu na sociedade e será difícil de mudar. O problema começa em casa, na educação recebida. Se uma família rica ensina o filho a ser humilde e a valorizar o ser humano, mesmo tendo muito, ele não deixará o TER se sobrepor ao SER. Algumas pessoas que têm poder se acham melhores dos que as que não têm. Porém, apesar de tanta riqueza, elas não podem comprar caráter, dignidade ou moral. No entanto, a culpa não está só em quem tem este poder, mas na sociedade que trata as pessoas pelas roupas, pelos carros e pelo modo de vida”.
Ramiro Vidotti, 3P2
16 anos

 

“Em todos os lugares há esta diferença entre TER e SER. Para mim, as pessoas que excluem alguém por não ter grana, status ou aparência não merece a amizade de ninguém. A pessoa excluída tem de procurar outros amigos que valham a pena. Nas festas rola esta de chamar os mais badalados, que têm carro ou conhecem mais gente. As pessoas esquecem do SER, buscando freneticamente o TER. Elas ignoram que em segundos se podem perder bens e dinheiro. Mas dignidade, respeito, amizade verdadeira, amor e felicidade você não perde. Sei que o dinheiro é necessário para a nossa sobrevivência, mas o problema não está no dinheiro que cada um tem, mas na forma de agir. É a maneira que cada um age que faz a diferença. Infelizmente a sociedade não ajuda muito, impondo o consumismo. Mas o melhor a se fazer é valorizar as qualidades interiores de cada um”.
Kayo César de Mattos Paschoalini Garcia, 3P2
16 anos

 

“Mais do que nunca nossa sociedade é consumista. As pessoas, infelizmente, confundem e dão o mesmo valor para os verbos SER e TER. Essa inversão de valores está em toda sociedade. O verbo comprar está muito presente em nosso vocabulário, assim como a idéia: mais bens materiais, mais felicidade e respeito. E, conseqüentemente, quanto menos bens eu tiver, menos respeito as pessoas terão por mim. A sociedade coloca que quanto mais dinheiro você tem, mais autoridade terá sobre os outros. Esquece-se do grande valor e do significado do verbo SER. Por outro lado, quanto mais eu SOU, mais consciente serei a respeito da coletividade, ou seja, pensarei menos em mim e mais nos outros. Podemos concluir que, quanto mais o homem associar os verbos SER e TER, maior será o abismo de classes e o egoísmo entre as pessoas”.
Bianca Cal Tavares, 3P1
17 anos

 

“É um assunto muito amplo. Mas em relação à amizade, o negócio é ter amigos que SÃO. É importante escolhermos amigos que fazem bem para a vida da gente; alguém que vai estar presente nos melhores e nos piores momentos. Além disso, quando se escolhem bem os amigos, eles são o alerta que precisamos quando fazemos algo que não é legal. São eles que nos avisam. Há pessoas que têm necessidade de estar no centro e de chamar a atenção no colégio. Querem estar sempre no auge e mostrar o que tem. Não dou bola para esse tipo de gente. Cada um tem um jeito de agir. Sei que rola muitas diferenças, até mesmo entre quem é de uma cidade maior e outros de cidades pequenas. Falta consciência às pessoas. Esse tipo de gente só vai aprender depois que quebrar a cara”.
Camila Martins Cabral, 3P3
17 anos

 

“Vou começar parafraseando Shakespeare: “Ter ou não ter não é a questão fundamental. A mente muito ardilosa nos remete a essa discussão, furtando-nos o verdadeiro foco da felicidade, que está em nosso interior”. Na minha opinião, você vale pelo que é, não importa se você tem um fusca ou uma BMW. Hoje temos algo, amanhã vamos querer outro, depois mais outro. Nunca estamos satisfeitos. Não é buscando o TER que alcançaremos a felicidade. Mas, vale lembrar que há aqueles que mesmo com dinheiro não são nem 'boy' nem 'paty'. Isso tem a ver com o berço, a educação. Minha mãe tem uma amiga que é um doce de ser humano, a melhor pessoa do mundo, super-humilde e nunca tratou ninguém com indiferença. Ela é fofa. E, no entanto, tem muito, mas muito dinheiro”.
Ana Luiza Brunelli Pletz, 3P1
17 anos

 

“Uma pessoa não é aquilo que ela usa ou tem. Ela é aquilo que constrói interiormente. Não se deve escolher um amigo pelo dinheiro que ele possui, mas pela amizade que ele oferece. Esse lance rola na escola. Falam que não tem isso, mas existe sim. A educação influencia muito, pois tem gente que tem grana, mas não “se acha”: é amigo, é gente boa, tem personalidade e caráter. O problema é aquele que só vê o dinheiro. Essas pessoas estão por fora”.
Francisco Brenzam Filho, 3P2
16 anos


 

“Acho esse lance de SER e TER complicado. Há aquela pessoa que nem se aproxima, porque a outra não se veste legal nem usa roupa de marca. Nem dá a chance de conhecer e já julga pela aparência. Eu escolho meus amigos pelos valores que eles têm e pela afinidade. Pra mim vale aquela pessoa que sabe SER, ou seja, que tem caráter, personalidade, não é materialista e tem objetivo na vida”.
Marcel Henrique Ferreto de Araújo, 2P3
17 anos
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