Sistema Maxi de Ensino Edição nº 36 Maio de 2005
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Quero Vencer! Depois de formado, é preciso mais?
Fazer bem feito um curso superior nem sempre garante a entrada no mercado de trabalho. Por maior que seja a dedicação do aluno ou o prestígio da entidade, a graduação deixou de ser um diferencial, para se transformar no requisito básico.

 

Quem não sabe o sufoco que é passar no vestibular, garantindo uma vaga no curso ou na universidade dos seus sonhos?
Apesar do esforço para entrar e outro maior ainda para sair, é preciso mais. Hoje, o sucesso de uma carreira não se restringe à escolha de bons cursos ou universidades, mas na continuidade que os estudantes dão aos seus estudos.

Segundo as coordenadoras do Inbrape Paraná - Instituto Brasileiro de Pesquisa - Cíntia Oda e Gladys Fregoneze, ao receber o diploma de graduação, o profissional depara com um novo desafio imposto pela dinâmica do mercado de trabalho: “Há tempos que o diploma de graduação deixou de ser um diferencial. As empresas estão mergulhadas em um ambiente altamente competitivo, elevando a demanda por profissionais qualificados e especializados. Além disso, com a escassez de empregos, o profissional precisa administrar sua carreira, indo além do curso que concluiu”, afirmam as coordenadoras.
 

Muitas são as perguntas que surgem, quando o assunto é pós-graduação. Preciso fazer um curso na mesma área de graduação? Quais as profissões que estão em alta? Qual a diferença de uma especialização e um MBA?

Oda e Fregoneze lembram que as profissões tradicionais, Direito, Engenharia, Medicina, Administração, Odontologia, entre outras, sempre terão seu espaço no mercado: “Com a velocidade com que as coisas evoluem, novas carreiras e oportunidades surgem. Há muito espaço para áreas ligadas à informática, à biotecnologia, ao agronegócio. No entanto, qualquer que seja a profissão escolhida, tradicional ou não, o prosseguimento nos estudos é fundamental para o sucesso”, afirmam.

Muitos profissionais têm atuado como gestores das organizações, necessitando de competências que não foram ofertadas nos cursos de graduação. Hoje, conhecimentos sobre gerência, relacionamento interpessoal, ética e responsabilidade social são fundamentais para qualquer profissional. É cada vez maior o número de médicos, dentistas, economistas, advogados, veterinários, agrônomos, nutricionistas, entre outros, que buscam especializações em Administração ou em Psicologia. Ou seja, saem à procura de conhecimentos que permitam gerenciar a própria carreira e os relacionamentos profissionais.
 

Mas, que é preciso saber na hora de escolher a pós-graduação? Veja algumas dicas básicas para não errar e para não jogar dinheiro fora.

Terminei a graduação; que faço?

Pergunte para si mesmo do que mais gostou na graduação e onde apostaria suas noites de sono para ir além do que aprendeu. Nunca é demais olhar para sua área e perceber onde o mercado está carente de profissionais mais qualificados.

Quais as opções que tenho após formado?

As opções são muitas. O mais comum é escolher entre um curso MBA ou uma pós do tipo stricto sensu ou lato sensu.

Que significa cada um?

Lato sensu significa "em sentido largo, amplo"; opõe-se a stricto sensu que significa "em sentido restrito". Sua utilidade consiste em ampliar ou estreitar o âmbito de abrangência de determinado conceito. Na pós-graduação, distinguem-se os cursos stricto sensu (mestrado e doutorado) dos cursos lato sensu (aperfeiçoamento, especialização ou qualquer outro curso complementar realizado após a graduação).
Já MBA é um termo em Inglês que significa Master of Bussiness Administrator ou Mestrado em Administração de Empresas.

Que preciso saber para escolher um ou outro?

O stricto sensu é indicado para aqueles que pretendem seguir carreira acadêmica, pois isso compreende o mestrado e o doutorado. Por isso, se você pretende dar aulas ou investir na pesquisa é o caminho certo. Já o lato sensu tem como objetivo aperfeiçoar os conhecimentos do profissional em uma área específica, mesmo que não haja interesse acadêmico. As empresas dão preferências aos profissionais com especialização, por serem mais qualificados para atuarem em segmentos específicos. O MBA, tanto o lato sensu como o full time (tempo integral), é para gestores de empresas. O ideal é que o profissional esteja atuando há pelo menos dois anos, antes de ingressar no curso.

Financeiramente, qual compensa mais?

O MBA é um curso caro. Não faz sentido fazê-lo sem ter como foco o ambiente empresarial. Já os cursos lato sensu podem ser escolhidos de acordo com a área de interesse e são mais acessíveis. No entanto, antes de se matricular num curso lato sensu é preciso saber se o curso é reconhecido pelo MEC, verificar a qualidade do corpo docente, a idoneidade da instituição promotora e se o curso obedece às exigências do Conselho Nacional de Educação e da Câmara de Ensino Superior (CNE/CES) e se também cumprem todas as normas da Resolução 01/2001. Em termos de retorno financeiro, vai depender do aluno e do mercado. Quanto aos MBAs podem render salários até 30% mais elevados para os gestores de empresa. Pode-se fazê-lo no Brasil ou fora. Os MBAs com maior conceito no mercado mundial são os de Havard, Wharton, Kellogg, IMD (Suíça) e Insead (França), entre outros. Fora do país é obrigatório no mínimo dois anos de experiência profissional.

Qual a exigência para os MBAs internacionais?

Uma etapa importante para MBAs internacionais, mesmo no Brasil, é a preparação metódica para os exames TOEFL® (Test of English as a Foreign Language - proficiência na língua inglesa) e GMAT (teste para admissão em escolas de negócios: avalia o raciocínio e a lógica. É muito importante para determinar a maturidade necessária ao tipo de conhecimentos), requisitado por quase todos eles. Como os programas são ministrados na maioria em Inglês, o candidato deve ter proficiência plena no idioma para poder compreender a vasta literatura usada nos programas e as próprias aulas ministradas na língua estrangeira.

Quais são os cursos de MBA oficialmente reconhecidos?

Os cursos chamados de MBAs não são submetidos a avaliação do MEC. Isso explica a proliferação de MBAs no Brasil. Mas o próprio mercado faz a seleção, e já existem alguns rankings elaborados pela mídia e divulgados na imprensa. Um dos últimos rankings de MBAs elaborados no Brasil foi o Guia do MBA 2000, da revista Você S.A.(Editora Abril) que lista os melhores programas brasileiros em uma avaliação séria e com critérios parecidos aos dos rankings internacionais, como o da revista americana "Business Week", o jornal "USA Today" e o jornal inglês "Financial Times". De acordo com a revista, os top 10 do Brasil são: 1º FGV/SP, 2º USP-FIA/SP, 3º Dom Cabral/MG, 4º BSP/SP, 5º ITA-ESPM/SP, 6º USP Rib. Preto-Fundace/SP, 7º UFRJ-Coppead/RJ, 8º Faap/SP, 9º Cedepe/PE, 10º UFBA-NPGA/BA.

Como saber se um curso de mestrado, doutorado ou especialização é reconhecido pelo MEC?

A listagem com todos os cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu (mestrado e doutorado) reconhecidos consta em www.capes.gov.br. A sua pesquisa poderá ser realizada por área do conhecimento, por região ou por conceito. Todas as informações sobre especialização (Pós-Graduação Lato Sensu) são de responsabilidade do Conselho Nacional de Educação www.mec.gov.br/cne.

Todos os cursos no exterior são reconhecidos no Brasil?

Não. A Capes faz um alerta sobre a oferta de cursos de pós-graduação sem qualidade ministrados por instituições de ensino superior estrangeiras. A resolução nº 1, de 2001, da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação, disciplina o reconhecimento de títulos de mestrado e doutorado obtidos no exterior.

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